Os casos de violência têm aumentado nas escolas e a educação brasileira parece caminhar para o fundo do poço.

Não é de hoje que noticiamos casos de violência em escolas em todo o Brasil. Parece que a cada ano a situação sai mais de controle e caminha para um fim trágico.

As notícias de alunos que agridem professores, ou vice-versa, só tem aumentado, o que gera revolta. Há alguns anos o caso da Escola Britânica, no Rio de Janeiro, ficou famoso por conta de uma agressão cometida a uma criança de apenas três anos.

Renata Sender e Sergio Sender, sócios do escritório Sender Advogados Associados, foram os advogados responsáveis por defender a família da criança no processo,  cuja sentença lhes foi favorável. A instituição de ensino foi condenada a pagar R$ 35 mil por conta de uma agressão feita por uma das professoras, dentro da sala de aula.

Essa não é a primeira vez que casos de violência acontecem dentro da sala de aula.

Veja outros casos de violência na escola

Em 2017 a adolescente Marta Avelhaneda Gonçalves, que na época tinha apenas 14 anos de idade foi morta em uma briga na Escola Estadual Luiz de Camões, em Cachoeirinha, na Grande Porto Alegre.

O caso ganhou repercussão nacional, até mesmo por mostrar a fragilidade da segurança dentro das instituições de ensino. A garota estava começando a planejar sua festa de 15 anos quando foi brutalmente asfixiada até a morte, logo na primeira semana de aulas.

Aqui no blog, infelizmente, também já relatamos casos de violência do gênero. Há alguns anos atrás um aluno foi filmado agredindo uma professora dentro da sala, depois de rasgar o livro de notas delas, por conta da sua insatisfação com as próprias notas

A docente foi imobilizada no chão e levou uma série de golpes. As agressões só pararam quando o aluno foi retirado do local por um funcionário da escola.

O pior de tudo é que a família ainda quis processar a profissional e o colégio, mesmo quando ficou claro pelas imagens que havia sido o estudante o precursor da discussão.

Em Santa Catarina outra situação do gênero também aconteceu e ganhou até mesmo os telejornais nacionais. A professora Marcia Friggi, de 52 anos, postou em seu Facebook fotos e um relato sobre uma agressão feita por um aluno de 15 anos de idade.


Segundo ela, tudo começou depois que ela pediu para o estudante colocar o livro sobre a mesa, e ele respondeu usando palavras de baixo calão. O que veio a seguir foram uma série de socos que fizeram a professora levar pontos.

O relato emocionado da docente logo foi compartilhado por milhares de pessoas indignadas, e não é para menos. A verdade é que todos estão sendo afetados por conta dos casos de violência em sala de aula.

Ninguém escapa desse tipo de problema. Alunos, professores, funcionários, todos têm sido vítimas de agressões feitas por pessoas, muitas vezes menores de idade, cheias de ódio e sem qualquer razão.

Temos vítimas crianças, como o caso do menino de 6 anos da Escola Britânica, até pessoas com mais idade, como a professora de 52 anos de Santa Catarina.

Mas o que fazer em meio a essa guerra que parece ter se instaurado dentro da rede de ensino brasileira?

A primeira coisa é denunciar. Segundo um estudo, a grande maioria dos alunos e professores que sofre algum tipo de violência, seja ela física ou verbal, acaba não denunciando por conta do medo.

violencia sala aula

Isso tem contribuído para o aumento do índice de violência. Uma pesquisa aponta que em pelo menos 52,5% das escolas públicas, ao menos 2 professores relataram terem sofrido algum tipo de violência. Outro estudo mostra que pelo menos 45% dos alunos de instituições de ensino públicas, também passaram por situações do gênero.

Para combater esse problema que parece só crescer no Brasil é necessário denunciar. Informar a direção é o primeiro passo e logo em seguida a polícia. Deixar esse tipo de situação em silêncio não irá ajudar em nada.

Em seguida é necessário que a vítima procure ajuda profissional de um advogado. Infelizmente, apenas denunciar não é o suficiente. Na grande maioria das vezes é preciso entrar com uma ação para que todos os envolvidos prestem esclarecimentos, e que os agressores possam sofrer as consequências.

No caso do menino de 6 anos, cujo processo foi patrocinado por Renata Sender, sócia do escritório Sender Advogados Associados, a escola foi responsabilizada. Até porque a professora fazia parte do quadro de funcionários, e aparentemente houve demora para que a situação realmente chegasse ao conhecimento dos pais.

Em outros casos de agressões cometidas por alunos, os agressores e responsáveis também foram responsabilizados. Ou seja, é necessário sim tornar esse tipo de situação pública para que todas as providências possam ser tomadas.

E você, o que acha que é possível fazer para diminuir os casos de violência dentro da sala de aula.

Casos de Violência em Sala de Aula